Natal : Prefeitura promove ritual para Tribos Indígenas e prepara volta às competições após 10 anos



Após 10 anos sem apresentações junto ao público natalense, as sete Tribos Indígenas do grupo principal tiveram seu espaço. A rótula da Avenida da Alegria, próximo ao Mercado da Redinha, foi palco para uma “pajelança”, como são chamados os rituais de cantos e danças de povos originários, no início da noite deste domingo (22).

Segundo a secretária municipal de Cultura, Iracy Azevedo, a intenção da pajelança foi servir como preparação das tribos para a volta à programação oficial de competições do Carnaval de Natal em 2027. “Com esse ritual simbólico, eles voltaram a se organizar, se apresentar, e é um modo de se prepararem e de também nos prepararmos para o próximo ano”, disse.

O diretor da Tribo Tupi-Guarani, Paulo Sérgio, conclamou as tribos presentes a trabalharem em comunhão para o desfile de 2027: “Agora é o momento de nos unirmos, de trabalharmos juntos pensando no próximo ano. Após 10 anos, recebemos o apoio necessário para voltarmos às competições. E hoje é dia de espetáculo”.

As apresentações se iniciaram individualmente até a confraternização de todas as tribos no círculo central da rótula. As temáticas giram em torno do cotidiano, da história e do orgulho indígena. Tem sido assim desde as primeiras décadas do século passado e ganharam força na gestão do prefeito Djalma Maranhão, no fim da década de 1950.

Na sequência, apresentaram-se as tribos Apache, Mobralino Mapabu (de São José de Mipibu), Gaviões-Amarelos (São Gonçalo do Amarante), Tupi-Guarani (Ceará-Mirim), Guaranis (São Gonçalo do Amarante), Tabajara (Felipe Camarão, Natal) e Tapuya (Redinha, Natal). Cada uma teve 10 minutos para apresentar seus rituais.

“Esperamos que, no próximo ano, possamos apresentar nosso cortejo aqui na Redinha, próximo ao Rio Potengi, por onde os colonos chegaram e por onde muitos de nós resistiram. E aqui estamos hoje resistindo novamente. É importante que contemos a nossa história para não sermos dizimados novamente”, contou Jairo Santos, diretor da Tribo Tabajara.


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